Um céu azul tem uma medida que cheira banho musical.
De umas três horas para sentir a pele numa preguiça contente.
Eu prefiro convidar o sol de luz rouca da tarde para silenciar meus olhos fechados
que balançam quando a água suspira escorregadia
que abrem entre um vaporzinho
que arrepiam um sorriso.
A voz treina uma canção de sucesso
e aquele corpo amolece sem-vergonhice
sem espelhos pecadores
sem vidros limpos:
passo o dedo para passar uma declaração de amor.
Eu tenho saudades
dos meus sonhos virando espuma
das minhas frustrações mal enxugadas
do vento engatinhando por debaixo da porta e desvirginando meu corpo quente.